O Jesus que não era um com Deus

Estamos no Natal e como todo feriado cristão, encontramo-nos em mais uma época de polêmicas. Coloquei este argumento que consta na imagem, pois eu o vi como status de um irmão que considero muito comprometido com o Reino de Deus. E infelizmente percebo como várias pessoas dentro da igreja estão fracas na argumentação, a ponto de imaginar que o texto acima seja digno de apoio.
Jesus era realmente pobre e seu povo era dominado por outro. Porém este domínio sobre seu povo natal era devido à própria desobediência do povo onde ele nasceu. Realmente nasceu em local pobre, mas seu nascimento em uma manjedoura ocorreu porque não havia vaga em nenhuma hospedaria em Belém, não por sua pobreza.
Sofreu deboche sim, porém a narrativa de preto, pobre e periférico não é correta pelo fato de que o povo judeu em si era preto na época, além do fato que apesar da narrativa de exclusão que há na imagem, Jesus pôde falar livremente na sinagoga o que indica que ele não era um excluído.
“O Estado via que sua pedagogia emancipatória era perigosa.” essa afirmação é verdade, os judeus percebiam que perderiam o seu poder como nação perante o império romano caso deixassem de realizar as práticas religiosas. Essa não seria uma questão política ao invés de religiosa? Quem defende ideologias que consistem no aumento do Estado hoje em nossa sociedade? Por algum acaso é a igreja e os direitistas?
Tomemos como exemplo os índios no Brasil. Quem pede que mantenham seus costumes, sejam eles corretos ou não, por uma questão de defesa da cultura indígena? Quem é contrário à pregação da palavra de Deus entre os indígenas, pois isso feriria a cultura indígena? Seria a igreja e os conservadores?
Jesus andava com todos, mas há um erro semântico aqui. Da forma como está escrito, parece que Jesus estava indo ao ponto das prostitutas contratar uma delas ou a uma boca de fumo para consumir drogas, mas não é isso que a Bíblia indica. Jesus ia a locais públicos pregar. Prostitutas, bandidos e doentes viam valor em sua palavra e se mantinham na multidão para aprender. Jesus não os expulsava, apesar do desprezo da sociedade, pois veio para pregar salvação a todos. Em outras palavras, os bandidos, doentes e prostitutas andavam com Jesus. Isso é bem diferente.
Jesus impediu uma mulher de ser apedrejada, mas não porque o corpo era dela ou porque ninguém era dono da “raba” dela. Mas sim porque ele disse que ninguém é suficientemente santo para ser considerado como executor de outro, visto que todos são pecadores. Inclusive, ao salvar a adúltera, ele a adverte para não pecar mais, fala extremamente ignorada pela esquerda em geral e pelo texto da imagem também.
Jesus tanto ligava para a lei que quando falou sobre o dízimo para o fariseu Jesus disse que isso era certo perante a Lei, mas que eles coavam um mosquito e engoliam um camelo. Quando disse ao jovem rico que doasse todo o seu dinheiro, em primeiro lugar ele perguntou sobre os mandamentos da própria lei. O fato de Jesus não se importar com a Lei alcança a sua máxima inverdade ao observarmos Mt 5:17 onde o próprio Jesus diz que veio para cumprir a Lei e não para aboli-la.
Os líderes judeus o pegaram e o ameaçaram sim, mas por uma razão política. O Estado Romano disse que não iria intervir em assuntos religiosos, demonstrando claramente ser laico (omitido intencionalmente do texto que consta na imagem). O povo debochava dele, assim como os seguidores do Porta dos Fundos debocham dos cristãos. Pilatos, agente do Estado, tenta intervir e diz que iria liberar um prisioneiro, o povo pede um bandido que era Barrabás. Quem atualmente em nossa sociedade prefere soltar bandidos ao invés de investir em prisões?
Jesus terminou na cruz porque era o objetivo ao qual ele se propôs e era também o plano de Deus. Mas humanamente falando, ele foi crucificado por questão política, devido ao direito de Estado ser concedido a Israel por questão religiosa. Não foi por se identificar com as “classes crucificadas”, mas por mudar os costumes culturais (a religião faz parte da cultura) de um povo. Quem diz hoje que um refugiado muçulmano não deve ser evangelizado, pois isso desrespeita sua cultura?
Quando Cristo disse que: é mais fácil um camelo entrar por uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus, conforme dito acima no texto, ele pergunta primeiro sobre a prática dos mandamentos da Lei.
Jesus não lutou pelo conceito moderno de justiça social, onde considera-se tudo como preconceito, até mesmo assassinatos por ciúme. Ele lutou pela justiça em si, que busca ajudar o cidadão e evitar os crimes, incluindo a corrupção que se alastrava no meio dos fariseus. Ele não lutou por igualdade social, mas sim por igualdade perante Deus, sendo todos nós pecadores. E o amor que ele pregou é o sacrifício pelos outros, obediência a Deus e misericórdia, não foi sexo sem compromisso, orgias, homossexualidade e drogas como a esquerda entende hoje.
Defender torturadores é matar Jesus, sejam eles o general Ustra mas também Che Guevara, que é defendido pela esquerda e encontramos diversas pessoas com seu rosto em camisas nas faculdades ou em protestos nas ruas. Defender um canal de humor que faz piadas com a fé alheia e dissemina ódio também é matar Jesus. Dividir as pessoas em classes sociais para gerar lutas dentro de uma sociedade, também é matar Jesus.
Quem é o Jesus em que você crê?
A imagem termina dizendo que aqueles que se dizem seguidores de Cristo matam Jesus todos os dias. Não sabemos de qual Jesus a imagem fala, pois o Jesus Filho de Deus, veio para nos salvar do pecado, incluindo os pecados em que há pobres e marginalizados sendo oprimidos, mas também os pecados sexuais e o desrespeito contra Deus.
A esquerda defende um Jesus militante e hippie que veio para começar movimentos sociais dizendo que ninguém é pecador, que todos podem fazer o que querem, que veio lutar pelo preto, pobre e o periférico, que adultério e prostituição não são pecados. Um Jesus que não veio pra salvar e que conforme podemos ver na imagem, parece que nem falou nada em nome de Deus. Em suma, um Jesus que não era um com Deus.
Mas o Jesus Cristo o Santo de Deus, veio para mudar o sacerdócio da Lei ao tomar sobre si os castigos dela, se tornando assim o Salvador e convocando todos os pecadores ao arrependimento. Jesus veio para quem aceita que é pecador, aqueles que não entendem ser pecadores, simplesmente negam que seus atos são errados.
Por isso que é necessário saber de qual Cristo estamos falando. Assim como Pedro sabia.
Certa vez Jesus estava orando em particular, e com ele estavam os seus discípulos; então lhes perguntou: “Quem as multidões dizem que eu sou? “
Eles responderam: “Alguns dizem que és João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, que és um dos profetas do passado que ressuscitou”.
“E vocês, o que dizem? “, perguntou. “Quem vocês dizem que eu sou? ” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. Lucas 9:18-20
Em qual Jesus acreditamos?
Referências
https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/23/23